Vai encarar?

Se tem uma coisa que eu morro de medo é de voar. Ainda que eu esteja sempre dentro de um avião e tendo os aeroportos do mundo como a minha segunda casa, acho que nunca irei me acostumar com essa idéia de VOAR.
Há aproximadamente quatro anos iniciei minha carreira de modelo e automaticamente a aérea. No início, aos 17 anos, achei que fosse só uma questão de tempo e que logo eu iria adorar sobrevoar o mundo, mas até hoje o medo ainda me acompanha.
Não adianta vir com a história que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo porque isso não entra na minha cabeça. Eu entendo e também concordo, mas não é o suficiente para expulsar o medo que existe dentro de mim.
Já fiz promessa, já troquei avião por ônibus, roí as unhas e daí para pior.
Eu já tinha jurado que nunca entraria naqueles aviões pequenos de apenas uma hélice na frente, ou até mesmo de uma hélice em cada lado, para mim NO WAY de entrar em um treco daquele tipo. Preferia ficar dias em um trem ou ônibus, mas talvez eu tenha esquecido que a vida muitas vezes não te dá muitas alternativas e é cheia de surpresas, especialmente a minha.
Todas as vezes que recebo detalhes de algum trabalho, olho imediatamente o voo, horário, duração, companhia aérea e etc… Quando recebi os detalhes do meu trabalho em Porto Rico obviamente foi a primeira coisa que fiz. Olhei tudo detalhadamente e achei muito estranha a minha conexão em San Juan, meu voo da capital de Porto Rico para Vieques era com a Cape Air. Já senti aquele arrepio e o medo corroendo os meus nervos. Resolvi de uma vez por todas olhar que tipo avião era esse e o que eu vi não foi nada diferente do que eu imaginava. Naquele momento pensava em outras opções de viajar para Vieques, barco ou trem? Qualquer coisa é melhor do que um brinquedo voador de hélice.
Depois de conversar com a minha agente, vi que seria o único jeito de chegar em Vieques a tempo e que aquela era realmente a maneira mais segura de chegar lá.

Estou até agora orgulhosa de mim mesma.

Pode parecer bobo, mas para mim foi um graaaaaaaaaande passo. Apesar do medo que sempre tive, nunca deixei de cumprir a minha agenda de trabalho.

Vou confessar que A IDA não foi tão ruim como eu imaginava. A impressão que eu tinha era de que aquele aviãozinho que mais parecia um de controle remoto, iria balançar muito, mas foi um dos voos mais tranquilos que já fiz em toda a minha história aérea, e olha que é longa hein…
Já A VOLTA foi bastante complicada. Estava chovendo muito, mas muito mesmo. Fazia tempo que não sofria tanto dentro de um avião. Já passei por situações constrangedoras viajando, mas a sensação dessa vez era diferente, pois estava dentro de um cubículo vendo o piloto na minha frente. Fiquei o tempo inteiro bem concentrada olhando todos os seus movimentos e tentando entender o que aqueles computadores de bordo queriam dizer. Aparentemente era como se eu estivesse num carro em alta velocidade na estrada de barro totalmente esburacada.
Conseguiram imaginar pelo que passei?

Agora, adivinhem onde eu estou nesse exato momento escrevendo esse post, que irá para o blog assim que eu conseguir uma conexão wi-fi??????

Quem acertar ganha uma passagem aérea com a CAPE AIR.

Bjs.